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Será que estou pronta? Tentei denovo, o aplicativo que menos me faz parecer um "frango de padaria", pois é, não achei outra analogia que fosse tão pertinente. A primeira tentativa, ao contrário do que dizia sua bio, era um chamariz para mulheres sonsas, então... caí! Frases como "a procura de um relacionamento sério, sou um homem sério, não estou a procura de aventura apenas" já não dizem mais nada. Na primeira oportunidade de agir exatamente ao contrário, foi o que aconteceu, e claro, como não teve sucesso, veio o silêncio. Mas não me incomodou, não como das outras vezes, o sentimento de ser rejeitada abriu espaço para o alívio de "menos um babaca na minha vida". A segunda tentativa, a conversa fluiu leve, sem mensagens de pressa ou insinuações de uma noite de sexo sem compromisso. Isso é bom, mas considerando que já vi isso começar exatamente igual em outras vezes e o desfecho ser decepcionante, vou esperar, pra ver onde isso vai dar. Estou bem sozinha? ...

Sábado a noite ...

Depois de ficar um tempo sozinha algumas coisas engraçadas acontecem. A solidão começa a, enfim, se tornar sua amiga e seu guia. A carência ainda existe, benditos períodos férteis👀, mas ela deixa de dar as coordenadas e a clareza começa a assumir o controle. Não é mais qualquer um que vai estar ao meu lado. Não tenho mais medo de ficar sozinha, já vi que consigo e, as vezes, é melhor assim.  O problema é que, a gente desaprende a estar disponível!  Hoje decidi conhecer um Bar que descobri no Instagram, se chama Caveira Cerveja , reduto de roqueiros na sua forma mais pura e motociclistas com seus grupos ou apenas apaixonados pelas duas rodas. Foi maravilhoso. Um ambiente diferente do que tenho frequentado ultimamente. Pessoas de verdade, sem corpos malhados e moldados pela evolução da medicina e estética. Pessoas curtindo o momento, a cerveja, a música, a companhia. Sem se preocupar em flertar ou mostrar-se disponível. Senti que ali é meu novo lugar preferido. Atendimento amig...

Pra que lado eu vou?

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Meu amigo imaginário

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Porque conhecemos pessoas impossíveis? Talvez tenha chegado numa conclusão. E se for apenas pra servir como um mapa? Pra mostrar de alguma forma quem você precisa se tornar. Nossa conexão é tão bonita mas também é fato que talvez nunca vá pra vida real e isso não me deixa frustrada, por mais que adoraria estar errada. Talvez a gente nunca tenha um desfecho romântico, mas o que foi despertado pelo menos em mim, é um mundo novo. Uma calma pra enxergar quem eu sou e quem não sou. Quem eu mostro pro mundo e quem escondo. É um pouco egoísta até pensar que na verdade, a gente ter se conhecido e se conectado tem muito mais a ver comigo mesma do que com "nós", e sou muito feliz e grata com isso. Pode parecer dramático demais, e não é, só que nesses últimos dias tenho analisado tantas coisas que não tem como não enxergar que você tem me ajudado muito com nossas conversas profundas e nossos momentos de descontração. Espero de verdade que também te faça bem assim como faz pra mim. 💚

E agora Cris?

 E se essa solidão seja apenas um ajuste de rota? De uns tempos pra cá tenho me afastado do barulho do mundo. É um misto de sensação de paz com abstinência. Uma necessidade de isolamento que assusta. Conheço minha mente, sei o quanto ela pode ser traiçoeira mas ainda assim sinto que estou no caminho certo. 2025 foi um ano de muita agitação, exercício demais, gente demais, barulho demais. Terminei Dezembro exausta, esgotada, sem identidade. Era como se precisasse provar alguma coisa para o mundo. Provar o quê? Pra quem? Pessoas boas fizeram parte desse processo, agradeço a Deus por isso, mas também tiveram pessoas que apenas drenaram minha energia. A internet pode ter contribuído pra isso.  Vivemos numa era de performance, de mostrar pro mundo que estamos felizes, completos, satisfeitos. Mas sabemos que a vida não é assim. E quanto mais você se mostra, mais deixa de experenciar o momento vivido. O barulho do mundo deixa tudo mais confuso. Essa faze de silêncio e afastamento é i...

Época de renascimento

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Encerramento da Quaresma no calendário cristão. Início do solstício de Outono no calendário pagão. Uma coisa é certa, ambos falam de renascimento. Um novo ciclo. Mas qual? Como? Por onde começar? Tenho escutado muitos vídeos de Carl Gustav Yung, obrigada internet por isso , e ele fala que quando atingimos um certo grau de entendimento de nós mesmos se chama INDIVIDUAÇÃO. Talvez eu esteja nesse momento mas as dúvidas parece que só aumentam quanto mais avanço nesse processo e me enxergo com clareza. Isso é bom? Mais uma pergunta, tenho tido muitas perguntas ultimamente. Não sei a maioria das respostas e isso não me chateia. Ao contrário, abre um mundo de novas possibilidades. Se eu preciso escolher um caminho ainda não descobri qual é, mas também não me sinto perdida por isso. Consigo enxergar a evolução. Tá bom, as vezes me sinto perdida, mas ainda assim não é um sentimento que me causa desespero e acho que isso é um bom sinal.

De volta ...

 Pois bem ... três anos se passaram desde a última vez que estive por aqui. Quanta coisa mudou. Quanto eu mudei! Pra melhor é claro, e isso é maravilhoso, mesmo ainda tendo muitos "por quês" nem perto de terem respostas. Aos poucos vou me encontrando, e esse "por quê?" eu sei a resposta: É o que viemos fazer, evoluir como pessoa, como espírito.  Estou trilhando essa jornada como qualquer um, viver é uma aventura, sem nenhuma garantia de sucesso, a única certeza é que cruzaremos a linha de chegada. Vamos juntos?