E agora Cris?

 E se essa solidão seja apenas um ajuste de rota?

De uns tempos pra cá tenho me afastado do barulho do mundo. É um misto de sensação de paz com abstinência. Uma necessidade de isolamento que assusta. Conheço minha mente, sei o quanto ela pode ser traiçoeira mas ainda assim sinto que estou no caminho certo.

2025 foi um ano de muita agitação, exercício demais, gente demais, barulho demais. Terminei Dezembro exausta, esgotada, sem identidade.

Era como se precisasse provar alguma coisa para o mundo. Provar o quê? Pra quem?

Pessoas boas fizeram parte desse processo, agradeço a Deus por isso, mas também tiveram pessoas que apenas drenaram minha energia. A internet pode ter contribuído pra isso. 

Vivemos numa era de performance, de mostrar pro mundo que estamos felizes, completos, satisfeitos. Mas sabemos que a vida não é assim. E quanto mais você se mostra, mais deixa de experenciar o momento vivido. O barulho do mundo deixa tudo mais confuso.

Essa faze de silêncio e afastamento é importante pro meu desenvolvimento. Pra descobrir quem sou eu quando ninguém está vendo.

Não sei quanto tempo vai durar, nem o que virá depois, e também não vou dizer que é confortável passar por isso. Ao contrário, é um vazio que as vezes dói, faz chorar no banho, questionar se sou uma pessoa agradável, se tenho qualidades suficientes.

Estou me esforçando pra entender e aceitar essa solidão. 

Acredito do fundo do coração que seja necessário. 

Estou cansada de ser forte e corajosa. Mas nesse momento, não tenho outra opção.

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